João Hugo A. Santos
Hospital Adventista de Manaus, Manaus, AM, Brasil; Universidade Federal do Amazonas, Manaus, AM, Brasil
Frida C. Giordani
Universidade do Estado do Amazonas, Manaus, AM, Brasil
Ligia F. Abdalla
Universidade do Estado do Amazonas, Manaus, AM, Brasil
Caio G. B. Balieiro
Universidade Federal do Amazonas, Manaus, AM, Brasil
Karoline H. R. G. Pires
Universidade Federal do Amazonas, Manaus, AM, Brasil
Orizon H. Inocente
Universidade Federal do Amazonas, Manaus, AM, Brasil
Rebecca N. Marques
Universidade Federal do Amazonas, Manaus, AM, Brasil
Valdinete A. Nascimento
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Leônidas e Maria Deane, Manaus, AM, Brasil
Fernanda O. Nascimento
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Leônidas e Maria Deane, Manaus, AM, Brasil
Matilde del C. C. Mejía
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Leônidas e Maria Deane, Manaus, AM, Brasil
Debora C. G. Duarte
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Leônidas e Maria Deane, Manaus, AM, Brasil
Karina P. Pessoa
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Leônidas e Maria Deane, Manaus, AM, Brasil
Ágatha C. Lopes
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Leônidas e Maria Deane, Manaus, AM, Brasil
Felipe G. Naveca
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Leônidas e Maria Deane, Manaus, AM, Brasil
ABSTRACT
Introdução: A pandemia de COVID-19 evidenciou a necessidade de marcadores objetivos para identificação precoce de gravidade clínica, e os valores de limiar de ciclo (Ct) do RT-PCR têm sido propostos como potenciais preditores, embora ainda existam poucos estudos com avaliação longitudinal integrada a variáveis clínicas, laboratoriais e de imagem, especialmente em cenários de ondas epidêmicas sucessivas por variantes distintas. Objetivo: Investigar a associação entre os valores de Ct do RT-PCR na admissão hospitalar e a progressão clínica, biomarcadores laboratoriais e achados de tomografia computadorizada (TC) de tórax ao longo da COVID-19 durante duas ondas epidêmicas em Manaus, Brasil. Métodos: Estudo observacional, retrospectivo e longitudinal com 267 pacientes diagnosticados entre abril de 2020 e fevereiro de 2021, com análise de dados clínicos, laboratoriais e de imagem em três momentos (admissão, 7º e 14º dia), tratando o Ct como variável contínua e correlacionando-o aos desfechos por modelos estatísticos apropriados. Resultados: Valores mais baixos de Ct associaram-sea sintomas precoces, elevação de biomarcadores inflamatórios (proteína C-reativa e linfócitos) e maior comprometimento pulmonar na TC, especialmente em casos graves durante a segunda onda, enquanto a gasometria arterial demonstrou relação entre carga viral e alterações ventilatórias com padrões distintos entre as ondas. Conclusões: Embora o Ct não seja um preditor isolado, sua associação com marcadores longitudinais de gravidade sugere que a integração entre carga viral, biomarcadores e achados de imagem pode aprimorar a estratificação precoce de risco e apoiar decisões clínicas mais precisas.
Keywords: Biomarcadores, Carga Viral, COVID-19, Gravidade Clínica, Longitudinal, RT-PCR, Tomografia de Tórax.