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  • ISSN (online): 1678-4774
  • ISSN (printed): 1676-2444

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4 resultado(s) para: ácido úrico; criança; adolescente; valores de referência; hiperuricemia

Novos parâmetros e valores de referência eritrocitários e reticulocitários normais e na doença renal crônica

Patrícia S. Scherer; Daniela Moraes; Terezinha P. Munhoz; Vanessa Sgnaolin

J. Bras. Patol. Med. Lab. 2015;51(2):77-84

RESUMO

INTRODUÇÃO: A importância dos valores de referências locais tem sido bastante descrita na literatura, isso porque características da população podem influenciar os testes laboratoriais.
OBJETIVO: Estabelecer o intervalo de referência para parâmetros eritrocitários tradicionais e estendidos e índices reticulocitários a fim de investigar sua aplicação em pacientes com doença renal crônica (DRC).
MATERIAIS E METODOS: Dos doadores de sangue, 249 pacientes foram selecionados para estabelecimento dos valores de referência (125 homens e 124 mulheres); dos pacientes em hemodiálise, a amostra foi composta por 62 indivíduos com DRC terminal (48 homens e 14 mulheres). Todas as análises foram realizadas no avaliador hematológico Sysmex XE-5000.
RESULTADOS: Foi observada uma distinção entre os valores de referência em relação ao gênero: células vermelhas do sangue (RBC), hemoglobina (HGB), hematócrito (HCT), concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM), porcentagem de eritrócitos hiper-hemoglobinizados (%HIPER), porcentagem de microcitose (%MICRO), porcentagem de macrocitose (%MACRO), contagem absoluta de reticulócitos (RET), contagem relativa de reticulócitos (RET-He), fração de reticulócitos imaturos (IFR), reticulócitos de baixa fluorescência (LFR), reticulócitos de média fluorescência (MFR) e reticulócitos de alta fluorescência (HFR). Os indivíduos com DRC apresentaram resultados de RBC, HGB, HCT, CHCM, coeficiente de variação do tamanho dos eritrócitos (RDW-CV), %HIPO, RET%, RET (grupo das mulheres), IFR, LFR, MFR e HFR compatíveis com o estado anêmico, que pode ser observado em 91,8%. Todos os parâmetros estudados apresentaram área sob a curva (AUC) > 0,4. Para o grupo dos homens, a %HIPO (AUC: 0,806) e a IFR (AUC: 0,762) apresentaram melhores valores de AUC; já para o grupo das mulheres foram a %HIPO (AUC: 0,806), a %HIPER (AUC: 0,815) e a IFR (AUC: 0,660).
CONCLUSÃO: Avanço da medicina e surgimento de novas técnicas e parâmetros hematológicos têm revelado informações importantes sobre a integridade funcional da medula, o diagnóstico das anemias e a monitorização terapêutica da utilização de eritropoetina humana recombinante nos pacientes em hemodiálise.

Palavras-chave: valores de referência; índices de eritrócitos; reticulócitos; insuficiência renal crônica.

 

ABSTRACT

ABSTRACT

INTRODUCTION: The importance of local references values has been well described in the literature; this is because the characteristics of the population may influence the laboratory tests.
OBJECTIVE: To establish the reference range for traditional and extended red blood cell parameters and reticulocyte indices in order to investigate its application in patients with chronic kidney disease (CKD).
MATERIALS AND METHODS: 249 blood donors (125 males and 124 females) were selected to establish the reference values. The hemodialysis sample consisted of 62 patients with terminal CKD (48 male and 14 female). All analyzes were performed using the Sysmex XE-5000 automated hematology analyzer.
RESULTS: Differences between reference values was observed in relation to gender: red blood cells (RBC), hemoglobin (HGB), hematocrit (HCT), mean corpuscular hemoglobin concentration (MCHC), percentage of hyperchromic red blood cells (%HYPER), percentage of microcytosis (%MICRO), percentage of macrocytosis (%MACRO), absolute reticulocyte count (RET), reticulocyte hemoglobin content (RET-He), immature reticulocyte fraction (IFR), low fluorescence reticulocytes (LFR), medium fluorescence reticulocytes (MFR), and high fluorescence reticulocytes (HFR). Individuals with CKD presented RBC, HGB, HCT, MCHC, red cell distribution width expressed as coefficient of variation (RDW-CV), percentage of hypochromic red blood cells (%HYPO), percentage of reticulocytes (RET%), RET (female group), IFR, LFR, MFR, and HFR results compatible with the anemic state, which can be observed in 91.8% of patients. All studied parameters were in the area under the curve (AUC) > 0.4. In male group, %HYPO (AUC: 0.806) and IFR (AUC: 0.762) presented higher AUC values, while female group presented %HYPO (AUC: 0.806), %HYPER (AUC: 0.815), and IFR (AUC: 0.660).
CONCLUSION: The medical advancement, the development of new techniques and hematological parameters have revealed important information about functional integrity of bone marrow, diagnosis of anemia and recombinant human erythropoietin monitoring therapy used in hemodialysis patients.

Palavras-chave: valores de referência; índices de eritrócitos; reticulócitos; insuficiência renal crônica.

 

Valores de referência do ácido úrico em crianças e adolescentes

Nilton Rosini; Heloísa P. Cunha; Rodrigo D. Rosini; Marcos José Machado; Edson Luiz da Silva

J. Bras. Patol. Med. Lab. 2018;54(1):21-27

RESUMO

INTRODUÇÃO: O ácido úrico (AUr) é um produto do catabolismo das purinas, e a hiperuricemia (hAUr) associa-se a fatores de risco para doenças cardiometabólicas. Objetivo: Avaliar a concentração de AUr em crianças e adolescentes.
MÉTODOS: Estudo transversal com 623 estudantes eutróficos (5 a 15 anos de idade; 9,9 ± 2,7 anos; 52% meninas). Foi coletado sangue (jejum 12-14 h) para análise de parâmetros laboratoriais e foram aferidas pressão arterial e medidas antropométricas. AUr foi estratificado segundo sexo e faixas etárias (5 a < 10, ≥ 10 a < 13 e ≥ 13 a 15 anos, masculino; 5 a < 9, ≥ 9 a < 12 e ≥ 12 a 15 anos, feminino) e foram calculados os percentis 2,5 (2,5th) e 97,5 (97,5th).
RESULTADOS: A média de AUr foi de 3,7 ± 1,03 mg/dl (meninos) e 3,58 ± 0,91 mg/dl (meninas) (p = 0,0113). Considerando as faixas etárias, a média de AUr foi crescente e superior nos meninos (p = 0,0024, para terceira faixa). Nas meninas, o AUr aumentou progressiva e significativamente nas faixas etárias (p ≤ 0,005). Segundo o 97,5th, houve diferença estatística somente na terceira faixa entre os sexos (p = 0,002). Nas comparações entre faixas etárias, o 97,5th do AUr também aumentou para meninos e meninas (p ≤ 0,05). Segundo o 97,5th, 26 estudantes apresentaram hAUR.
CONCLUSÃO: A estratificação por faixas etárias e sexo, além do 97,5th como limiar de concentração, foi importante para avaliação da concentração sérica do AUr em crianças e adolescentes.

Palavras-chave: ácido úrico; criança; adolescente; valores de referência; hiperuricemia.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: Uric acid (UrA) is a product of purine catabolism, and hyperuricemia (hUrA) is associated with risk factors for cardiometabolic diseases. Objective: To evaluate the concentration of UrA in children and adolescents.
METHODS: Cross-sectional study with 623 eutrophic students (5 to 15 years old, aged 9.9 ± 2.7 years, 52% girls). Blood was collected (fasting 12-14 h) for analysis of laboratory parameters, and blood pressure and anthropometric measures were verified. UrA was stratified according to sex and age ranges (5 to < 10, ≥ 10 to < 13 and ≥ 13 to 15 years, male; and 5 to < 9, ≥ 9 to < 12 and ≥ 12 to 15 years, female), and the percentiles 2.5 (2.5th) and 97.5 (97.5th) were calculated.
RESULTS: The mean UrA was 3.7 ± 1.03 mg/dl (boys) and 3.58 ± 0.91 mg/dl (girls) (p = 0.0113). Considering the age ranges, the mean UrA was increasing and higher for boys (p = 0.0024, for the 3rd age range). For girls, the UrA increased progressively and significantly in the age ranges (p ≤ 0.005). According to the 97.5th, there was statistical difference only in the third range between sexes (p = 0.002). For comparisons between age ranges, UrA 97.5th also increased for boys and girls (p ≤ 0.05). According to the 97.5th, 26 students presented hUrA.
CONCLUSION: According to the results, stratification by age ranges and sex, in addition to the 97.5th as concentration threshold, was important for evaluation of serum levels of UrA in children and adolescents.

Palavras-chave: ácido úrico; criança; adolescente; valores de referência; hiperuricemia.

 

Fosfatase alcalina: transferência de intervalos de referência do CALIPER para uma população pediátrica brasileira

Rosita Fontes; Emanuela Cavalari; Leonardo Vieira Neto; Yolanda Shrank; Antonio S. Santos; Dalva Margareth Gomes; Maria Fernanda C. Pinheiro; Paula Bruna M. C. Araujo

J. Bras. Patol. Med. Lab. 2018;54(4):227-231

RESUMO

INTRODUÇÃO: A interpretação de exames laboratoriais necessita de intervalos de referência (IR) que podem variar entre diferentes populações. Para o diagnóstico de hipofosfatasia, deve-se determinar limites inferiores do IR da fosfatase alcalina (FA).
OBJETIVO: Transferir os resultados de IR da FA obtidos pela Canadian Laboratory Initiative in Pediatric Reference Intervals (CALIPER) em crianças e adolescentes, ajustados para a população brasileira.
MÉTODOS: Analisaram-se as dosagens de FA de 1690 indivíduos (1 a 18 anos). Subgrupos do CALIPER e diretrizes do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) foram utilizados. Os critérios de inclusão foram pacientes com função hepática, renal, exames do metabolismo ósseo e hemograma normais; já os de exclusão, hospitalização, baixo peso, uso de drogas interferentes na dosagem de FA e pacientes com mais de três solicitações de FA. Os IR seriam considerados válidos se mais de 90% dos pacientes se encontrassem dentro dos IR do CALIPER.
RESULTADO: Os resultados dos IR de FA (UI/l) obtidos foram: 149-301 para ambos os sexos entre 1-9 anos; 127-326 para ambos os sexos entre 10-12 anos; 62-212 para meninas e 129-437 para meninos entre 13-14 anos; 52-120 para meninas e 78-268 para meninos entre 15-16 anos; 45-97 para meninas e 40-129 para meninos entre 17-18 anos de idade. Em 92,4% dos pacientes os resultados eram comparáveis com os do CALIPER.
CONCLUSÃO: Os resultados demonstraram que os IR de FA para crianças e adolescentes brasileiras são comparáveis com o estudo CALIPER em 92,4% dos pacientes e podem ser utilizados para essa população.

Palavras-chave: fosfatase alcalina; criança; valores de referência.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: Interpreting laboratory tests requires reference intervals (RI) that may vary between different populations. For the diagnosis of hypophosphatasia (HPP), lower limits of alkaline phosphatase (ALP) levels must be determined.
OBJECTIVE: To transfer the RI findings for ALP obtained by the Canadian Laboratory Initiative in Pediatric Reference Intervals (CALIPER) in children and adolescents, adjusted for the Brazilian population.
METHODS: The ALP measures from 1690 subjects (aging from 1-18 years) were analyzed. The CALIPER subgroups and the Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) guideline were used for validation. Inclusion criteria were patients with normal range of hepatic and renal function, bone metabolism, and blood counts. Exclusion criteria were hospitalization, low weight, and use of drugs that could interfere in the ALP measurement and patients in with more than three orders for ALP measuring test. The RI obtained were considered valid if more than 90% of patients were whitin of the CALIPER RI.
RESULTS: The ALP RI results (IU/l) obtained were: 149-301 for both sexes aged 1-9 years; 127-326 for both sexes aged 10-12 years; 62-212 for girls and 129-437 for boys aged 13-14 years; 52-120 for girls and 78-268 for boys aged 15-16 years; 45-97 for girls and 40-129 for boys aged 17-18 years. In 92.4% of the patients, the results were comparable with those of the CALIPER study.
CONCLUSION: The results demonstrated that the ALP RI for Brazilian children and adolescents are comparable to the CALIPER study in 92.4% of the patients and can be used for this population.

Palavras-chave: fosfatase alcalina; criança; valores de referência.

 

Hiperuricemia em crianças e adolescentes com síndrome de Down

Renato Nisihara; Pietro Massuda; Hatsuo Miyatake; Nanci Oliveira; Isabela Moreno; Thelma Skare

J. Bras. Patol. Med. Lab. 2019;55(2):182-191

RESUMO

INTRODUÇÃO: Pacientes com síndrome de Down (SD) parecem ter maior hiperuricemia, embora existam poucos estudos que abordem essa questão. Níveis altos de ácido úrico (AU) são um fator de risco independente para doença cardíaca aterosclerótica.
OBJETIVO: Estudar a prevalência de hiperuricemia em crianças e adolescentes com SD e sua distribuição de acordo com a idade.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo de 139 pacientes com SD entre 1 e 14 anos de idade, para valores de AU, considerando os valores de corte normais para a idade.
RESULTADOS: Dos 139 pacientes incluídos, 70 (50,4%) eram do sexo masculino e 69 (49,6%), do feminino; a média de idade foi de 5,31 ± 3,49 anos (variação de 1-14 anos). Nesta amostra, 39 (28,1%) apresentaram níveis séricos de AU acima do valor normal. Não foram encontradas diferenças na concentração sérica de AU segundo o sexo, exceto em pacientes na faixa de 13 a 15 anos, na qual os meninos apresentaram níveis médios de AU de 5,75 ± 1,37 mg/dl e as meninas, de 8,02 ± 0,77 mg/dl (p = 0,02).
CONCLUSÃO: Encontramos alta taxa de hiperuricemia em crianças com SD, que afeta igualmente ambos os sexos, exceto na faixa entre 13 e 15 anos de idade, em que foi mais comum no sexo feminino.

Palavras-chave: ácido úrico; síndrome de Down; crianças.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: Patients with Down syndrome (DS) seem to have higher rates of hyperuricemia, although there are very few studies that address this issue. High levels of uric acid (UA) are an independent risk factor for atherosclerotic heart disease.
OBJECTIVE: To study the prevalence of hyperuricemia in DS children and its distribution according to age.
METHODS: Retrospective study of 139 DS patients aged 1-14 years for serum UA values considering the normal cut-off values for age.
RESULTS: Among the 139 included patients, 70 (50.4%) were males, 69 (49.6%) were females, and the mean age was 5.31 ± 3.49 years (range 1-14 years). In this sample, 39 (28.1%) had serum UA levels above the normal value. We did not find differences in the serum UA according to gender, except in patients in the range of 13-15 years, where males had mean UA levels of 5.75 ± 1.37 mg/dl; and females, of 8.02 ± 0.77 mg/dl (p = 0.02).
CONCLUSION: We found a high rate of hyperuricemia in children with DS that equally affects both genders, except in the age range of 13-15 years, in which it was more common among females.

Palavras-chave: ácido úrico; síndrome de Down; crianças.

 

RESUMEN

INTRODUCCIÓN: Pacientes con síndrome de Down (SD) perecen tener mayor grado de hiperuricemia, aunque hay pocos estudios que traten esa cuestión. Niveles elevados de ácido úrico (AU) son un factor de riesgo independiente para enfermedad cardiovascular aterosclerótica.
OBJETIVO: Estudiar la prevalencia de hiperuricemia en niños y adolescentes con SD y su distribución de acuerdo a la edad.
MÉTODOS: Estudio retrospectivo de 139 pacientes con SD y edades entre 1 y 14 años para valores de AU, considerando los puntos de corte normales según edad.
RESULTADOS: En los 139 pacientes incluidos, 70 (50,4%) eran del sexo masculino y 69 (49,6%) del femenino; la edad media fue 5,31 ± 3,49 años (rango: 1-14 años). En esta muestra, 39 (28,1%) presentaron niveles séricos de AU por encima de lo normal. No fueron encontradas diferencias en la concentración sérica de AU por sexo, salvo en pacientes en la franja entre 13 y 15 años, en la que los niños presentaron niveles medios de AU de 5,75 ± 1,37 mg/dl y las niñas, de 8,02 ± 0,77 mg/dl (p = 0,02).
CONCLUSIÓN: Encontramos alto índice de hiperuricemia en niños con SD, que afecta igualmente a ambos sexos, salvo en la franja etaria entre 13 y 15 años, en la que fue más común en el sexo femenino.

Palavras-chave: ácido úrico; síndrome de Down; crianças.

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