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  • ISSN (online): 1678-4774
  • ISSN (printed): 1676-2444

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4 resultado(s) para: Maria das Graças Carvalho

Homocisteína: validação e comparação entre dois métodos utilizando amostras de pacientes com hipertensão pulmonar

Tatiana Maria Costa de Campos Barbosa, Maria das Graças Carvalho, Josianne Nicácio Silveira, Júnia Garib Rios, Flávia Komatsuzaki, Lara Carvalho Godói, Guilherme Hideki Yoshizane Costa

J. Bras. Patol. Med. Lab. 2014;50(6):402-409

RESUMO

Introdução e objetivo: A determinação dos níveis plasmáticos de homocisteína tem sido relatada como um marcador de risco de interesse em doenças graves que cursam com lesões endoteliais, estando associada ao desenvolvimento ou à progressão de lesões ateroscleróticas e formação de trombos. Os objetivos do presente estudo compreenderam validar o método de dosagem de homocisteína plasmática por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) com detecção fluorimétrica, analisar amostras de pacientes com hipertensão pulmonar e comparar os resultados obtidos por CLAE com aqueles obtidos com a metodologia espectrofotométrica enzimática cíclica (E-Ec). Materiais e métodos: Os parâmetros de validação linearidade, efeito de matriz, precisão, exatidão, limites de detecção e quantificação, além de robustez do método foram avaliados visando demonstrar que este está apropriado para o uso pretendido. Os dados obtidos na quantificação de homocisteína pelo método validado (CLAE) e pela metodologia espectrofotométrica enzimática cíclica (kit da Labtest) foram comparados. Resultados: O método mostrou-se preciso, exato, robusto, com boa recuperação e não apresentou efeito de matriz. A linearidade abrangeu a faixa de 5 a 85 µmol/l, e os limites de detecção e quantificação foram 1 µmol/l e 3,4 µmol/l, respectivamente. Quanto à comparação dos resultados da determinação de homocisteína por CLAE e por E-Ec, eles foram comparáveis. Conclusão: O método validado por CLAE apresentou desempenho adequado para mensuração dos níveis plasmáticos de homocisteína, enquanto o uso da metodologia E-Ec forneceu resultados para homocisteína comparáveis com aqueles obtidos pelo método validado, sendo esta metodologia uma opção de método automatizado para laboratórios clínicos.

Palavras-chave: homocisteína, cromatografia líquida de alta eficiência, metodologia espectrofotométrica enzimática cíclica

 

ABSTRACT

Introduction and objective: The determination of homocysteine plasma levels has been reported as a risk marker of interest in severe diseases involving endothelial injury and associated with the development or progression of atherosclerotic lesions and thrombus formation. The aims of this study were to validate method for quantification of plasma homocysteine by high performance liquid chromatography (HPLC) with fluorimetric detection, and to compare the results obtained from patients with pulmonary hypertension by HPLC with those obtained by spectrophotometric enzymatic cycling (S-Ec) method. Materials and methods: The validation parameters, such as linearity, matrix effect, precision, accuracy, detection and quantitation limits, and robustness of the method were evaluated aiming to demonstrate that it is suitable for the intended use. The data obtained in the quantification of homocysteine using the validated method (HPLC) and the spectrophotometric enzymatic cycling (S-Ec) method, were compared. Results: The method was precise, accurate, and robust; it also had good recovery and showed no matrix effect. The linearity covered a range of 5.0-85.0 µmol/l and the limits of detection and quantification were 1.0 µmol/l and 3.4 µmol/l, respectively. The results obtained for homocysteine determination by HPLC and S-Ec methods were comparable. Conclusion: The validated HPLC method showed good performance for quantification of plasma homocysteine levels, while S-Ec method provided results for homocysteine comparable with those obtained by the validated method; therefore, this methodology is a potential alternative of automated method for clinical laboratories.

Palavras-chave: homocisteína, cromatografia líquida de alta eficiência, metodologia espectrofotométrica enzimática cíclica

 

Polimorfismos nos genes da apolipoproteína E e do PAI-1 e não associação com as manifestações de acidente vascular cerebral e doença arterial periférica

Fernanda Cristina G. Evangelista; Danyelle R. A. Rios; Daniel D. Ribeiro; Maria das Graças Carvalho; Luci Maria S. Dusse; Ana Paula L. Mota; Ana Paula S. M. Fernandes; Adriano de Paula Sabino

J. Bras. Patol. Med. Lab. 2018;54(3):138-145

RESUMO

INTRODUÇÃO: A trombose arterial é considerada uma doença multifatorial, resultante da interação de fatores de risco genéticos e adquiridos.
OBJETIVOS: O objetivo deste estudo foi investigar a presença dos polimorfismos nos genes do inibidor da ativação do plasminogênio tipo 1 (PAI-1) e da apolipoproteína E (ApoE), bem como suas interações com níveis de PAI-1 e lipídios e perfis de apolipoproteína, respectivamente, além das frequências desses polimorfismos e sua associação com trombose.
MÉTODOS: Noventa e sete pacientes [48 com acidente vascular cerebral isquêmico arterial (AVC) e 49 com doença arterial periférica (DAP)], tratados no serviço médico de hematologia, foram incluídos neste estudo. Os polimorfismos também foram investigados em 201 indivíduos-controle. Os polimorfismos foram investigados por reação em cadeia da polimerase-fragmento de restrição polimorfismo (PCR-RFLP).
RESULTADOS: Para o polimorfismo PAI-1, havia 54,2% genótipos heterozigotos (HT) e 12,5% genótipos de homozigoto (HM) no grupo dos pacientes, e 52,7% genótipos HT e 21,3% genótipos HM nos grupos-controle. Para o polimorfismo da ApoE, havia 56,3% (ε3ε3), 6,3% (ε4ε4), 8,3% (ε2ε3), 4,2% (ε2ε4) e 24,9% (ε3ε4) nos pacientes, e 61,2% (ε3ε3), 4,5% (ε4ε4), 8% (ε2ε3), 4,5% (ε2ε4) e 21,8% (ε3ε4) nos controles.
CONCLUSÃO: Nenhuma diferença significativa foi observada comparando pacientes e controles. Neste estudo, não foi encontrada associação entre a presença dos polimorfismos avaliados e a ocorrência de eventos trombóticos.

Palavras-chave: trombose; apoenzimas; polimorfismo genético.

 

ABSTRACT

INTRODUCTION: Arterial thrombosis is considered a multifactorial disease, resulting from the interaction of genetic and acquired risk factors.
OBJECTIVES: The aim of this study was to investigate the presence of the polymorphism in inhibitor of plasminogen activator type 1 (PAI-1) and apolipoprotein E (ApoE) genes and its interactions with PAI-1 levels and lipids and apolipoprotein profiles, respectively, as well as the frequencies of these polymorphisms and their association with thrombosis.
METHODS: Ninety-seven patients [48 with arterial ischemic stroke (IS) and 49 with peripheral arterial disease (PAD)], treated at the hematology medical service were included in this study. Polymorphisms were also investigated in 201 control subjects. Polymorphisms were investigated by polymerase chain reaction-restriction fragment length polymorphism (PCR-RFLP).
RESULTS: For the PAI-1 polymorphism, there were 54.2% heterozygous (HT) genotypes and 12.5% homozygous (HM) genotypes in the patients’ group, and 52.7% HT genotypes and 21.3% HM genotypes in the controls. For the ApoE polymorphism, there were 56.3% (ε3ε3), 6.3% (ε4ε4), 8.3% (ε2ε3), 4.2% (ε2ε4) and 24.9% (ε3ε4) in the patients, and 61.2% (ε3ε3), 4.5% (ε4ε4),8% (ε2ε3), 4.5% (ε2ε4) and 21.8% (ε3ε4) in the controls.
CONCLUSION: No significant difference was observed by comparing patients and controls. In this study, no association was found between the presence of the evaluated polymorphisms and the occurrence of thrombotic events.

Palavras-chave: trombose; apoenzimas; polimorfismo genético.

 

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